Tenho aprendido na vida que não basta estar vivo para de fato saborear a vida.
A vida minha que percorre mais que somente minhas veias e coração palpitante, é escolha diária de um caminho que se mostra misturado a tantos outros mais fáceis e desprovidos de trocas.
Tenho aprendido que o gosto da vida não esta tanto naquilo que solitariamente me faz feliz por instantes, mas naquele sentimento de completude que se corporifica na relação com o outro que de mim se aproxima, ainda que este encontro seja vivido na experiência da incompletude, da falta, do querer mais, do desvio
A incompletude me completa
Aprendi, sim, que meu lado da história revela apenas uma história pobre sedenta de ser completada mais e mais pela vida vivida do outro
Ah, se esqueço este outro, ainda que pronuncie eu palavras de encanto por ele, apago a vida dele em mim, e fico apenas com minha pobreza de história, que não raras vez es de nada adianta
Aprendi que o outro não é um “isso” que meus olhos alcançam no grande almejo da pesquisa; ele é o “Tu” que me ajuda a ser Eu, e tão somente Eu
Tenho aprendido que me falta muito aprender, e que o outro, inteiro, jamais pela metade, é parceiro de minha vida
Se a vida se dá na relação, e se a própria relação é vida, só posso dizer:
Preciso de tua vida em minha vida para eu saboreie a Vida, e não corra o risco de fazê-lo sozinho!
sábado, 7 de novembro de 2009
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