sábado, 7 de novembro de 2009

Aprendiz

Tenho aprendido na vida que não basta estar vivo para de fato saborear a vida.

A vida minha que percorre mais que somente minhas veias e coração palpitante, é escolha diária de um caminho que se mostra misturado a tantos outros mais fáceis e desprovidos de trocas.

Tenho aprendido que o gosto da vida não esta tanto naquilo que solitariamente me faz feliz por instantes, mas naquele sentimento de completude que se corporifica na relação com o outro que de mim se aproxima, ainda que este encontro seja vivido na experiência da incompletude, da falta, do querer mais, do desvio

A incompletude me completa

Aprendi, sim, que meu lado da história revela apenas uma história pobre sedenta de ser completada mais e mais pela vida vivida do outro

Ah, se esqueço este outro, ainda que pronuncie eu palavras de encanto por ele, apago a vida dele em mim, e fico apenas com minha pobreza de história, que não raras vez es de nada adianta

Aprendi que o outro não é um “isso” que meus olhos alcançam no grande almejo da pesquisa; ele é o “Tu” que me ajuda a ser Eu, e tão somente Eu

Tenho aprendido que me falta muito aprender, e que o outro, inteiro, jamais pela metade, é parceiro de minha vida

Se a vida se dá na relação, e se a própria relação é vida, só posso dizer:
Preciso de tua vida em minha vida para eu saboreie a Vida, e não corra o risco de fazê-lo sozinho!


Um comentário:

O Verbo Ancião disse...

Onde está o equilíbrio da vida que separa as divisas do Ser se o Ser coexiste a vida perpetoada em Todo o Ser, seremos nós a riscar um único mundo, o nosso mundo, respeitando-nos e amando-nos, a nós, a nosso mundo, cuidando do que tiver de Ser!! Ótimo texto meu caro!!